DECLARAÇÃO DA BOA NOVA ETERNA ! |
O único caminho que conduz o homem à Deus é a sua Palavra. |
| Mensagem de Natal pela Persida |
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a mensagem de Natal pela Persida ! |
É também o momento de fazermos o balanço, de pensarmos em todas as coisas horríveis que ocorrem no Mundo e face às quais nos sentimos impotentes. É por isso que eu vos proponho um momento de recolhimento juntos, através das palavras de Deus, e que nos lembremos especialmente daqueles que, mesmo longe de nós, sofrem de tantas e tantas maneiras.
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Após longos anos de espera, o Messias nasceu. Os povos reagiram de múltiplas maneiras a este acontecimento tão claramente revelador da graça e misericórdia divinas. Hoje, acontece o mesmo: a Boa Nova da Salvação provoca sempre reacções diversas.
Então, o nascimento de um bebé não é um evento maravilhoso? Após longos meses de preparação, produz-se, finalmente, o feliz acontecimento. Avós, tios e tias, amigos e amigas regozijam-se com os pais felizes. Família e amigos oferecem-lhes presentes e felicitam-nos.
Mesmo se, no conjunto, o nascimento de Jesus passou despercebido, não foi, no entanto, ignorado por todos. Os Reis Magos, Herodes, Simeão e Ana, prestaram uma atenção especial ao nascimento desta criança. As diversas reacções que tiveram perante Aquele que Deus lhes enviava evocam as nossas próprias respostas à incarnação da graça divina. Ao lerdes estes textos, meditai sobre a maneira como respondestes ao Senhor no passado e como lhe respondeis actualmente. Não será, por ventura, a vossa reacção idêntica à dos Reis Magos, à de Herodes, de Simeão ou de Ana? Foi em Belém que teve lugar o maior acontecimento da nossa história. Nasceu uma criança cujo nascimento constituía uma progressão no plano da Salvação Divina. Deus tornou-se carne. Quem era essa criança? Em que é que Jesus era diferente de todas as demais crianças nascidas antes de depois d'Ele? João nunca duvidou que a criança nascida em Belém fosse Deus, o Criador do Universo. Este facto específico é essencial. A vinda de Jesus, o Deus Eterno, constitui a maior revelação da graça e da misericórdia divinas. Ao vir à Terra, Jesus incarnou a nossa humanidade, unindo-O assim à sua própria divindade para nossa salvação.
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Deus ofereceu o seu Filho para que Ele se solidarizasse com as necessidades e interesses da humanidade. Aquele que era Um com o Pai uniu-se a nós com laços indissolúveis. E tudo isto para libertar o homem da degradação e do pecado onde jazia e permitir-lhe reflectir o amor de Deus e participar na alegria da santidade. Terminaram assim longos meses de espera. José e Maria tinham terminado a sua longa viagem até Belém. Era chegado o momento do nascimento. Como não havia lugar para eles nas hospedagens, Maria e José tiveram de se alojar com os animais. Foi assim que Maria, mãe pela primeira vez, deu à luz o Filho de Deus, sem belas roupas nem o conforto de um berço. Só alguns panos e uma manjedoura. A esperança da humanidade poder expiar os seus pecados e libertar-se do castigo eterno acabava de nascer. O plano de Deus para a redenção da humanidade cumpria-se assim.
O nascimento de Jesus é a expressão mais viva da graça e da misericórdia de Deus para com as mulheres, os homens e as crianças desta Terra. Sem este testemunho de amor, a humanidade estaria eternamente perdida. O plano de Deus para a salvação não termina com o nascimento de Jesus. O nascimento, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus não terão efeito enquanto nós não os aceitarmos pessoalmente. Deus interessa-se pelo nascimento de cada um dos seus filhos. Foi isso o que Jesus revelou na sua conversa com Nicodemo. Nesta quadra de Natal, é fácil o verdadeiro sentido deste facto passar despercebido. A sua mensagem não diz apenas respeito ao nascimento de Jesus, mas também à necessidade que temos cada um de nós de reflectir sobre o porquê da vinda de Jesus à Terra. O seu nascimento mostra-nos o quão Deus é gracioso e misericordioso ao enviar-nos um substituto. Mostra-nos ainda até onde Deus quer ir para nos salvar. A mensagem de Natal deverá suscitar em nós uma resposta. Tinha chegado o momento para Maria e José obedecerem às prescrições da Lei apresentando Jesus a Deus. Sendo o primeiro filho de Maria, Jesus cumpria assim a promessa de Deus, segundo a qual o seu filho primogénito seria a salvação da humanidade (ver S. Lucas 2.22-24). S. Lucas mostra claramente que o encontro de Simeão e de Ana com Jesus não foi pura coincidência. Ambos eram receptivos às directrizes do Espírito Santo na sua vida. Quando Maria e José apresentaram Jesus a Deus no Templo, o Espírito guiou Simeão e Ana para Ele. S. Lucas diz-nos primeiro que Ana era viúva. Como os pastores, as viúvas faziam parte da classe inferior da sociedade. No entanto, Deus não teve em conta a posição social de Ana e encarregou-a de anunciar a mensagem do Evangelho, mensagem esta que tinha uma importância infinita. Além disso, como viúva e oriunda de uma classe social desfavorecida, Ana tinha passado por muitas dificuldades. Estas, porém, não fizeram dela uma mulher rancorosa nem triste. Para mais, e apesar da sua idade, nunca esta mulher perdeu a coragem. O passar dos anos consome as nossas forças e - pior ainda, como a tristeza - pode transformar o nosso optimismo e idealismo em desespero cínico. Nós resignamo-nos perante as coisas como elas são. Ana adorava Deus em qualquer circunstância. Nunca se esquecia de orar. Irradiava esperança porque estava decidida a nunca se afastar da fonte da sua esperança.
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Mateus conta a visita dos Magos. Quem eram estes homens misteriosos? Para que se deslocaram para ver o Rei dos judeus recém-nascido? Certos eruditos da Bíblia pensam que eles vinham da Pérsia. Eram investigadores da verdade, homens íntegros e sábios que tinham estudado Filosofia, Medicina e Ciências Naturais no seu país. Eram, sem dúvida, também astrónomos. Perscrutando o céu estrelado para nele descobrirem o mistério oculto dos recantos luminosos, estes Magos contemplavam a Glória de Deus. Sedentos de saber, voltaram-se para as Escrituras hebraicas. Conservam-se preciosamente no seu pais documentos proféticos que anunciavam a vinda de um instrutor divino. À medida que os Magos se aproximavam de Jerusalém, a sua impaciência e nervosismo aumentavam. Teriam brevemente a ocasião de adorar a Criança-Rei que tinham vindo ver de tão longe. Oh! Quão admirados teriam ficado ao verem o humilde ambiente daquela criança, deste Rei dos judeus que acabava de nascer! (ver Mateus 2.2). Mas a presença constante da estrela que os tinha guiado não lhes permitia duvidar que tivessem encontrado Aquele que eles procuravam. A sua visita a Jesus não fez cessar as directrizes divinas. Foram avisados em sonho que, se Herodes se interessava pela criança, era para o matar e não para o adorar. Foi por isso que regressaram ao seu país sem terem contactado Herodes (S. Mateus 2.9-12). O que nos revelam estas reacções dos Magos, de Simeão e de Ana perante o nascimento de Jesus? Como é que os Magos, Simeão e Ana conseguiram compreender o significado deste acontecimento? Porque é que Herodes, os escribas e os fariseus não compreenderam o significado do nascimento de Jesus? Simeão e os padres representam dois grupos: aqueles que, desejosos de aprender, são guiados pelo Espírito de Deus, e aqueles que, ao recusarem receber a luz que os leva à verdade, são guiados pelas potências do obscuro, sem as quais eles se perdem dia após dia. Foi pela força divina que Simeão compreendeu a missão de Cristo. O Santo Espírito falava-lhe ao coração. Mas os padres e os dirigentes eram influenciados pelo inimigo de Deus. Hoje, os homens sofrem influências idênticas, que controlam fortemente o seu coração e abafam os apelos do Espírito. Quando Maria e José apresentaram Jesus no Templo, ofereceram um par de rolas ou dois pombinhos em sacrifício, porque eram muito pobres para oferecerem um cordeiro. Porque é significativo o facto de Jesus ter nascido num tal meio? Que o Deus de Amor nos abençoe e nos faça compreender o significado do seu verdadeiro nascimento. Amen ! |
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